Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

sábado, 31 de agosto de 2013

Desabafando

Desabafando um pouco...
Cansa, conversar com "crente"arrogante e que se acha. Onde está a aplicação do versículo paulino - gloriar-se na cruz de Cristo?
"Crente" que vive se exaltando é a incoerência em pessoa -  gente mal resolvida... que adora dar lição de moral - que moral? Saiu do esgoto como todos nós que deveríamos, constantemente, nos lembrar de que só a graça é que nos faz alguém diante de Deus, que dirá dos homens???
Crente com nível de espiritualidade próximo da perfeição - foram aperfeiçoados? Por quem?
Gente "crente" cuja humildade consiste em humilhar o outro. Já viram?
Pois é, infelizmente o momento sócio-histórico e cultural impregna a mente desavisada e, assim o renovar do do entendimento é esquecido, deixando valores, bem diferentes dos do Reino, tomarem conta dos valores cristãos. Gente controladora que se pauta no sucesso, merecimento?
Que grande confusão, gente "crente" prepotente... daí vomitando jargões, tais como "a nível de" e "enquanto cristãos" vão tentando nos mostrar o quanto são mais espirituais do que nós reles mortais.
Tudo isso vai além da minha compreensão - metanoitikos!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O sistema dos solitários

Cada dia que passa, mais entendo o quanto um sistema, seja ele qual for, pode se tornar opressor e maligno. Quando a sede de poder de alguns, alimentada pela manipulação doentia, pelo dinheiro e pelo sucesso, transforma-se em carisma recheado de fraudes imperceptíveis aos incautos, até mesmo honestos, ou  aos inocentes e ingênuos que buscam algo pelo qual possam viver ou morrer. 
Tudo começa bem, a busca pelo padrão ideal nos faz pensar que estamos certos, ao seguir modelos planejados por homens que antes inspirados por Deus, caem na armadilha do orgulho ensurdecedor, para dizer e, logo em seguida, obrigar os mais fracos que necessitem de comando, por esse ou  por aquele motivo - fé cega- a lhes prestarem honra - obediência cega. 
Devemos provar os espíritos e vez ou outra, ou quem sabe sempre, julgarmos, clamando por sabedoria divina, se o melhor não é continuar fora do sistema: sermos peregrinos solitários, antiteticamente, convivendo com solitários. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ledo engano


A presença do engano e o engano nunca estão muito longe de qualquer desenvolvimento verdadeiramente espiritual.
Isso não nos deve assombrar.
As igrejas de Cristo, ao se colocarem sob a autoridade da Escritura e do Espírito Santo, evitando qualquer uniformidade e organização exterior, dependem exclusivamente do Senhor para o seu êxito e continuidade.
Não existe entre elas nenhum credo exterior, rígido e uniforme, vigiado e defendido por alguma instituição humana. Pois sua persistência diante de Deus não pode depender da sua adesão a uma ortodoxia fria e morta, mas, sim, do contato vivo com  sua Cabeça, que é Cristo. Só esse contato pode livrá-las do engano e da deformação.
                                                                      Rodrigo Abarca- Revista Águas Vivas - 2007


Um grande problema que poderíamos enfrentar seria o de , ao fazermos parte de uma denominação, ou seja, de uma estrutura eclesiástica, sermos chamados de hereges, ao negarmos a adesão ou sermos excluídos dela, quando não nos submetermos à autoridade instituída ou ao seu regimento interno - a seus dogmas e, indo mais à superfície, as suas atividades, voltadas para manutenção e rigidez deles.
Nós seríamos os produtores do engano, jamais os enganados. Seríamos chamados de perseguidores, jamais de perseguidos. A subversão de valor dos detentores do poder, com medo de perde-lo, quase voltaria aos tempos do "Santo Ofício". 
Assim, os inconformados com o sistema levariam o estigma de problema- lunáticos; claro que não seriam torturados e nem levados  à praça no Auto de Fé, porém, de tão bem feita que seria a coisa e de tão escondida em reuniões de cúpula que perderíamos a credibilidade e a honra dentro da estrutura.
Logo, seria impossível dependermos, aos olhos dos poderosos, exclusivamente, do Senhor, da escritura e do Espírito Santo dentro do sistema, muito menos, fora dele.

Ainda bem que a fé é operada em nossos corações pelo Espírito Santo, jamais pelo sistema e, menos ainda, pelos poderosos. A fé verdadeira não depende da adesão à ortodoxia, contudo depende, sim, da completa sujeição a Cristo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Metade bobeira, metade seriedade

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem de ter brilho
questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de
aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos,
para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a
normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".
(Fernando Pessoa)