Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Personagens sem identidade

Se algum discurso lindo, mesmo baseado em versos bíblicos, não for validado ou avalizado por nossas atitudes, ou seja, pelas obras, não será considerado oração pra Deus. Nossa vida tem de ser uma oração a Deus. Se não, estaremos representando papéis, estaremos usando máscaras (personas) que um dia poderão nos transformar em esquizofrênicos espirituais. Seremos portadores de múltiplas personalidades, em sujeitos fragmentados, sem identidade, sem a identidade de Cristo. Estaremos inseridos no molde da pós-modernidade.

BODAS DE PÉROLA

Todo discurso deve ser validado por meio de atitudes!

Tiago 2: 14 a 26: Que proveito há, meus irmãos, se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo. Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o creem, e estremecem. Mas queres saber, ó homem vão, que a fé sem as obras é estéril? Porventura não foi pelas obras que nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar seu filho Isaque? Vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada; e se cumpriu a escritura que diz: E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus. Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé. E de igual modo não foi a meretriz Raabe também justificada pelas obras, quando acolheu os espias, e os fez sair por outro caminho? Porque assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

Se eu disser que tenho fé, que tenho amor, que fiz uma aliança com alguém em público, ou seja, que me casei e me comprometi em cuidar do cônjuge com testemunhas, usando como discurso o texto de provérbios 31: Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou a sua mãe. Como, filho meu? e como, filho do meu ventre? e como, filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beberem vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. Que beba, e esqueça-se da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais. Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados. Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos. Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão. Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca. Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado. Não teme a neve na sua casa, porque toda a sua família está vestida de escarlata. Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura. Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores. A força e a honra são seu vestido, e se alegrará com o dia futuro. Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da beneficência está na sua língua. Está atenta ao andamento da casa, e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e deixe o seu próprio trabalho louvá-la nas portas, tenho de cumpri-lo.

A mulher valida seu discurso, isto é, seu compromisso, sua aliança com um homem nos votos do casamento por meio de seu trabalho, a fm de que seu marido seja conhecido nas portas sem necessidade de despojo (de mulheres estranhas e nem de riquezas conquistadas, participando de guerras).

A Bíblia está repleta de exemplos bons e ruins de mulheres, preferi usar os de provérbios: A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe. (Provérbios 9: 13). Como joia de ouro no focinho de uma porca, assim é a mulher formosa que não tem discrição (Provérbios 11: 22). A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos (Provérbios 12:4). Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. (Provérbios 14:1). O filho insensato é uma desgraça para o pai, e um gotejar contínuo as contendas da mulher. (Provérbios 19: 13). É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça. (Provérbios 21: 19).
Em outubro de 2012, completarei 30 anos de bodas com meu marido. Cometi muitos erros, assim como continuarei cometendo, entretanto fiz de tudo e continuarei fezendo para ser fiel a aliança que fiz com ele; continuarei tentando ser a mulher virtuosa de Provérbios 31, mesmo não tendo pronunciado uma palavra sequer do que está escrito nesse texto. Esse desejo estava no meu coração. Prometi que lhe seria fiel na alegria e na tristeza, na prosperidade e na adversidade com um sim, como resposta, à pessoa que celebrava o casamento.

Dizem por aí que são “bodas de pérola”.

Se assim instituíram os homens e a cultura, prefiro crer que é a comemoração mais importante da minha vida, pois quero compará-la à pérola de grande preço da parábola: O reino dos Céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e a comprou. Mat. 13: 45 e 46.

Parece que me casei ontem, não acredito que se passaram 30 anos e 34 que conheço o Ulisses. Sou apaixonada por ele mais do que antes e possuo aquele amor maduro e equilibrado por Jesus pelo qual sempre orei. E, antes mesmo, que corresse o risco de perdê-lo por causa e um problema cardíaco, Deus o livrou. E essa foi a prova mais recente do grande amor do Pai por mim. Você merece ficar com ele por mais trinta anos. Ou, quem sabe, até mais?

Eu espero, de coração, que o meu pequeno discurso no dia do casamento tenha sido validado pela intenção do meu coração, mas, principalmente, pelas minhas atitudes. Espero nunca ter envergonhado ou ter sido a podridão de seus ossos. Espero continuar sendo a coroa em sua cabeça e que ele não tenha necessidade de outra. Que a minha fé tenha sido testificada pelas obras que pratiquei por ele e com ele. Pelo jeito foram, pois minha casa continua de pé e a herança está aí para todos verem.

Ele é a pérola de grande preço que recebi, juntamente com a fé em Cristo e a filiação divina no dia em que decidi fazer uma aliança com Deus, o Pai Eterno.
Que o meu discurso de amor seja avalizado pelas obras que ainda farei pelo meu amado marido.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O cristão verdadeiro


Existe uma identidade, plenamente, unificada, completa (perfeita – perfectum: acabada), segura e coerente que não é fantasiosa.
Mesmo que os sistemas de significação e de representação cultural se multipliquem ou que sejamos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar, essa identidade permanece intacta pelo impacto do Espírito Santo em nossas vidas. Aquele sujeito que tem se tornado fragmentado na nossa era chamada de pós-moderna (por falta de nomenclatura ainda), composto de várias identidades, contraditórias ou não-resolvidas , problemáticas , variáveis ou provisórias, ao se deparar com a identidade de Cristo por meio da fé, sofre a mudança da mente, a metanóia, a conversão que produz um sujeito com uma identidade fixa, essencial e permanente: tornou-se Filho de Deus, rei e sacerdote.
Rei, porque tem todo o poder, juntamente, com Cristo sobre toda potestade, principado ou dominação desse mundo regido pelo diabo ou satanás (adversário de Deus). Jesus Cristo, o Salvador Ungido, vencendo a morte, conquistou para nós esse poder, pois fazemos parte de um novo Reino.
Sacerdote, porque passa a ser intermediário, ou mediador com Cristo, entre os ímpios e o Pai. Por meio da mensagem das boas novas do Reino, ou seja, do evangelho, levando pessoas sem esperança à presença de Deus, recebe o ministério da reconciliação.
Essa concepção de identidade é bem diferente da que aprendemos em nossas aulas de filosofia ou de psicologia. É muito mais perturbadora e responsável, pois nos torna seres feitos à imagem e semelhança de Deus, restaurando nossa qualidade de filhos, como na criação da narrativa bíblica de Gênesis.
Conceituam-se três características na identidade do homem pós-moderno: o individualismo, a pluralização ou fragmentação de identidades, e a secularização. Três facetas mentirosas que são inculcadas em nós por causa do desenvolvimento da ciência e pela rapidez com que as informações passaram a chegar até nós a partir do século XIX.
Dia após dia, surgem novos paradigmas filosóficos, históricos ou sociais, tentando explicar o inexplicável, isto é, que o homem pecou, afastou-se de Deus e perdeu a glória que possuía no Éden.
O individualismo ou a mentira da autossuficiência, que gera egoísmo e egocentrismo, transforma o homem em altruísta e generoso, ao assumir a identidade de Cristo.
A pluralização, ou a mentira dos arquétipos para cada situação, transforma-se na identidade única e VERDADEIRA que é Cristo, pelo batismo na morte. Agora temos uma vida nova dentro do Reino. Passamos a ser autênticos filhos de Deus.
A secularização, que é o homem religioso amoldado aso padrões do mundo, dá lugar ao cristão que á capaz de ser atribulado, perseguido ou morto, mas não abre mão de sua fé.

 Esse é o verdadeiro cristão. Essa é nossa verdadeira identidade!

Diamantes por cacos de vidro

Tem gente que troca diamantes por cacos de vidro: talvez seja a semente que caia em terra seca, ou entre os espinhos ou, ainda, entre as pedras. Pessoas tão feridas e sufocadas pelo mundo e pelas decepções com a desumanização do homem, que não consigam enxergar que alguém lhes queira bem ou pensem que seus conselhos sejam visando ao prejuízo. Dessa forma, preferem continuar com sua vidinha medíoc...re cujo "status" consista em continuar no erro. Mesmo tendo conhecido a VERDADE que é Cristo, a reconciliação pelo sacrifício da Cruz e pessoas comprometidas com o Reino e com o bem do próximo, escolhem o prazer efêmero do sexo, da droga, do dinheiro, do poder, da futilidade, do trance, da balada regada à álcool, da rave e o que seja, cumprindo o que está escrito: o cão volta ao vômito e a porca lavada ao espojadouro da lama. Essas são pessoas covardes, medrosas e imediatistas, que vivem de discursos prontos e de chavões, que se aproveitam da bondade dos verdadeiros servos de Cristo, pois seu deus é o ventre. Esses pensam que nos enganam com seu crentês, contudo estão se enganando. Esses são os mornos que serão deixados de fora como as virgens imprudentes da parábola.

Livre arbítrio

Somos responsáveis por nossas escolhas. Se escolhermos erradamente, devemos assumir as consequências sem reclamar. Esse é um dos problemas do livre arbítrio, conquistado por Adão, ao optar pelo fruto do conhecimento do bem e do mal. Essa foi a herança que recebemos dele. A herança que recebemos pela fé em Cristo é o acesso à árvore da Vida: continuamos responsáveis por nossas escolhas, porém será bem mais difícil errarmos, pois recebemos, juntamente com a fé, gratuitamente, sem merecermos, o Espírito Santo que é poder e sabedoria de Deus. A partir daí, só faremos escolhas erradas se formos orgulhosos, teimosos ou desobedientes, isto é, se nos tornarmos surdos à voz de Deus por opção.