Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Verdadeiros profetas

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.
Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.
Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.
A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

A W Tozer

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A solidão do cristão

O santo tem de andar só

A. W. TOZER

A solidão do cristão resulta do fato de ele andar com Deus num mundo que não quer nada com Deus, um andar que o leva forçosamente para longe do companheirismo do mundo não regenerado. Seus instintos, recebidos de Deus, clamam pela companhia dos outros da sua espécie, outros que possam entender os seus anseios, as suas aspirações, a sua absorção no amor de Cristo; e porque em seu círculo de amigos há tão poucos que compartem suas experiências interiores, ele é forçado a andar só. O homem que chegou à Presença Divina numa real experiência interior não encontrará muitos que o entendam.

O homem verdadeiramente espiritual é na verdade esquisito. Ele não vive para si, mas, para promover os interesses do outro. Procura persuadir o povo a dar tudo ao Senhor, e não pede nenhuma parte, nenhuma porção para si mesmo. Deleita-se em não receber honra, mas em ver o seu Salvador glorificado aos olhos dos homens. Sua alegria é ver o seu Senhor ser o objeto de promoção e ele próprio ser esquecido. Encontra poucos que cuidam de falar daquilo que constitui o supremo objeto do seu interesse, pelo que muitas vezes fica em silêncio e preocupado no meio do ruidoso bate-papo religioso. Por isso ele ganha a reputação de ser maçante e sério demais, e assim é evitado, e o abismo entre ele e a sociedade se alarga. Procura amigos em cujas vidas possa detectar o mais profundo desejo de santidade diante do Senhor, e encontrando poucos, ou nenhum, guarda isto em seu coração.

É esta verdadeira solidão que o lança de volta a Deus. “Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá” (Sl 27:10). Sua impossibilidade de encontrar companheirismo humano leva-o a encontrar em Deus o que não consegue em nenhuma parte. Na solidão interior aprende o que não poderia aprender em meio à multidão – que Cristo é tudo em todos, que Ele foi feito para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção, que Nele temos e possuímos o Grande Tesouro da Vida, Cristo em nós a esperança da Glória (Col. 1:26).

A fraqueza de tantos cristãos modernos consiste em que se sentem demasiamente à vontade no mundo. Em seu esforço para conseguir repousante “ajustamento” à sociedade não regenerada, perderam seu caráter de peregrinos e se tornaram parte essencial da mesma ordem moral contra o qual fomos enviados a protestar. O mundo os reconhece e os aceita pelo que eles são. E esta é a coisa mais triste que se pode dizer deles. Não são solitários, mas também não são santos.

Os mais puros santos, são aqueles dos quais, muitas vezes, a ruidosa igreja menos ouve. A vida piedosa não é mais considerada importante, a não ser quanto aos muito velhos ou aos mais que mortos. As almas pias são abafadas no turbilhão das atividades religiosas. Os ruidosos e auto-afirmativos, os divertidos são procurados e recompensados de todos os modos, com presentes, multidões, oferendas e publicidade. Os que se assemelham a Cristo, os que se esquecem de si mesmos, os que vivem como se já estivessem no mundo por vir são empurrados para um lado para darem lugar ao último farrista convertido, geralmente não convertido muito bem e tendo muito ainda de farrista. Toda filosofia de vista curta, que ignora as qualidades eternas e dá valor as trivialidades, é uma forma de incredulidade. Os “cristãos” que encarnam essa filosofia anseiam pela recompensa atual; são impacientes demais para esperar o tempo do Senhor. Não subsistirão no dia em que Cristo fizer conhecido o segredo do coração de todos os homens e recompensar cada um de acordo com as suas obras. O verdadeiro santo enxerga mais de longe, dá pouca importância aos valores transitórios; com os olhos postos no futuro, aguarda anelante o dia em que as realidades eternas virão aos que lhes fazem jus, e se verá que a vida santa é tudo que importa.

Estranho quanto for, as almas mais santas que já viveram ganharam a reputação de pessimistas. Sua sorridente indiferença para com as atrações do mundo e sua firme resistência às tentações que elas exercem têm sido mal compreendidas por pensadores superficiais e atribuídas a um espírito anti-social e à falta de amor à humanidade. O que o mundo não foi capaz de ver é que esses homens contemplavam uma cidade invisível, andavam dia a dia a luz de outro reino, de um reino eterno.

O cristão sábio contentar-se-á em esperar por esse dia. No dia a dia,, servirá a sua geração, segundo a vontade de Deus. Se ele for deixado de lado nas lutas por popularidade religiosa, dará a isto atenção mínima. Ele sabe a QUEM está procurando agradar e está disposto a deixar que o mundo pense dele o que quiser. De qualquer forma não estará aqui por muito tempo, e para onde ele vai, os homens não serão reconhecidos pelos valores que o mundo aprecia.



Site Rei Eterno (http://reieterno.sites.uol.com.br)

Igrejas e religiões


Deus constrói o seu templo no nosso coração sobre as ruínas das igrejas e das religiões.
Ralph Waldo Emerson



Das igrejas erigidas com pedras e argamassa, tenho pavor. Das religiões pregadas nos templos de tijolos por homens, vestidos de soberba, fujo como alguém que quer estar bem longe da mentira.

Templos geram soberba; religiões, prepotência. Suas ruínas nos ensinam humildade e misericórdia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Merry Christmas to all of you!

A todos vocês que me acompanharam, lendo as postagens desse blog:
Feliz Natal: o verdadeiro que se comemora o ano inteiro!
Como diz a canção, seguirei a estrela, como o sábio, onde quer que ela me levar, para que esteja com o meu Salvador face a face.




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma causa para viver e morrer


Não confio na instituição que se intitula igreja, que possui placa, que é mais uma entre outras denominações. Não confio em pastores assalariados que possuem salas pastorais como se fossem donos de uma empresa, assentados atrás de uma mesa, para deliberarem assuntos burocráticos e agendas para o próximo ano com secretárias que compram passagens aéreas internacionais, cuja desculpa é visitar o “campo missionário” para postar fotos nas redes sociais em frente a monumentos históricos.
Acredito em pessoas normais que cumprem suas funções no Reino sem fazer alarde e que não se consideram a elite sacerdotal escolhida, vivendo num pedestal acima do bem e do mal – aqueles que julgam os “reles mortais” por terem atitudes equivalentes às deles. 
Prefiro a Igreja que não possui CNPJ e que, também, não faz uso da hierarquia para manipular as ovelhas. Anseio pelo governo do Espírito Santo, destituindo governos humanos que reproduzem o sistema - pessoas que se associam visando à glória ou ao lucro.
Prefiro a igreja que busca o bem do outro e que reparte, sendo dirigida, unicamente, pelo Espírito Santo, essa, sim, valida o Reino. Qualquer uma que possua placa é mais uma denominação, toma o caminho da soberba, pois se acha mais certa do que a Certa, inventando regulamentos e planos de carreira.
Prefiro a igreja que se reúne diariamente em qualquer local, cuja meta é levar esperança e salvação aos perdidos e lhes oferecer alimento, vestimenta, libertação, educação, saúde e hospedagem, tendo como marketing seu próprio testemunho de vida cheio de amor e de misericórdia, de alegria e de gratidão pela morte e ressurreição do Cordeiro, sem qualquer soberba ou vaidade, sem shows nem programas televisivos, mas anonimamente.
Quero e busco fazer parte dessa igreja, sem cursar seminário, mas estudando as escrituras juntamente com outros que possuem o mesmo propósito, orando intensa e fervorosamente pela plenitude do Espírito que é poder e sabedoria de Deus.
Os discípulos cursaram seminário por três anos com o Mestre (na teoria e na prática) e o negaram diretamente ou por omissão. Só, depois, quando foram cheios do Espírito Santo é que assumiram suas funções, ousadamente, enfrentando o sistema, não temendo morrer pelo  evangelho.
O sistema julga, condena e mata os que o denunciam, mas os quem estão selados pelo Espírito da Promessa sabem que vale a pena viver e morrer pela causa de Cristo.