Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

quarta-feira, 4 de maio de 2011

I´ll never let go of your hand


I know what you've been hearing
I've seen you hide your fear
Embarrassed by your weaknesses
Afraid to let Me near
I wish you knew how much
I long for you to understand
No matter what may happen, child
I'll never let go of your hand

I know you've been forsaken
By all you've known before
When you failed their expectations
They frowned and closed the door
But even though your heart itself
Should lose the will to stand
No matter what may happen, child
I'll never let go of your hand
[ Lyrics from: l ]
The life that I have given you
No one can take away
I've sealed it with my Spirit, Blood and Word
The everlasting Father
Has made His covenant with you
And He's stronger than the world you've seen and heard

So don't you fear to show them
All the love I have for you
I'll be with you everywhere
In everything you do
And even if you do it wrong
And miss the joy I've planned
I'll never, never let go of your hand

The life that I have given you
No one can take away
I've sealed it with my Spirit, Blood and Word
The everlasting Father
Has made His covenant with you
And He's stronger than the world you've seen and heard

So don't you fear to show them
All the love I have for you
I'll be with you everywhere
In everything you do
And even if you do it wrong
And miss the joy I've planned
I'll never, never let go of your hand
I'll never let go of your hand

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Agora, falando sobre a minha identidade.

            Sou a terceira filha de uma família de quatro irmãos: única mulher, controlada por três irmãos.

Minha mãe conta que dei muito trabalho pra nascer. Ela disse que passou os nove meses de cama, pois quase sofreu um aborto. Apesar de muito apressadinha, desde o ventre, lutei bastante pra viver.

Nasci no Hospital Ana Cintra em Amparo, interior de São Paulo. Aos dois anos, meus pais se mudaram pra Barretos – meu pai era bancário e sempre mudava de cidade. Minha mãe não trabalhava.

Sou neta de italianos por parte de pai (os dois avós eram italianos) e descendente de portugueses por parte de minha mãe. Não sei dizer se sou neta, bisneta ou tataraneta de portugueses. O que sei é que eles eram judeus novos por causa do sobrenome Oliveira e Lima. Meus avô e bisavô eram maçons, donos de cartório em Ituverava e São Joaquim da Barra. Ambos morreram cedo e minha mãe teve de estudar em internato. Pouco sei dos meus avós italianos. Meu avõ paterno era dono de uma loja de material de construção.

            Pelo fato de minha mãe quase ter me perdido quando era gestante, ela fez uma promessa a “nossa senhora de Aparecida”, a fim de que sua gestação chegasse a termo.

Então, ao nascer, em abril de 1958, recebi o nome de Maria Aparecida de Lima Tomazelli e apelidada, dizem, por mim mesma, de Cidoca. Hoje, Sidoaka.

Aos cinco anos me mudei pra Vitória no Espírito, pois meu pai fundou a primeira agência do Banespa desse estado.

Em Vitória, estudei no Colégio Sacré Coeur de Marie (Sagrado Coração de Maria). Entrei um pouco atrasada, já com sete anos, pois meus pais optaram por me colocarem direto na 1ª Série do primário. É claro que tive muita dificuldade para acompanhar a turma que já houvera sido alfabetizada na pré-escola. Chorava até não poder mais por não saber ler. Imaginem a apressadinha, aqui, sem poder ler ou escrever. Foi meu primeiro surto, rsrs... Aos trancos e barrancos, com professora particular, consegui, no fim do ano, ficar de 2ª época, mas fui aprovada para a 2ª série, ufa! Foi dessa maneira que iniciei minha vida acadêmica. Aos 10 anos, meus pais cismaram que eu necessitava aprender inglês, apesar de estudar inglês e francês na escola que, diga-se de passagem, era excelente para os padrões da época. Foi uma tragédia. Acharam que seu estava adiantada e me colocaram numa sala de adultos. Foi meu segundo surto, mas superei. Ia chorando pelo caminho de tanta vergonha, mas me esforcei e isso me valeu. De francês, me lembro de muito pouco, mesmo tendo tentado estudar na Aliança Francesa, não consigo falar quase nada. Entendo e leio.

Era tão, mas tão magra, que possuí todos os apelidos “bullying-micos” do tipo gilete de perfil, pijama de uma listra só, minhoca, pipoca, comedora de paçoca, espirro de grilo e todos os outros que dissessem respeito à magreza. Fui muito complexada até os 22 anos, porque meu peso não chegava a 40 quilos com 1,58 m. Baixinha por parte dos portugueses, mas o gênio dos italianos. Terrível! Ovelha negra da família. Hoje, sou baixinha e gorda (portuguesa) de tanto remédio pra engordar que me deram. Diga um nome e eu confirmo que tomei.

Minha mãe conta que eu repartia tudo com minhas colegas de classe e com as amiguinhas vizinhas. Voltava pra casa sem meus lápis de cor, sem estojo, não tomava lanche porque dava pros outros. Meus presentes de aniversário, de Natal e do Dia das Crianças. Minhas roupas e sapatos. Não era apegada a nada, exceto as minhas bonecas, que guardei até casar. Ela ficava muito brava, quando perguntava - onde está seu apontador? Dei, né mãe, fulaninha estava sem! E as suas canetinhas? Ah! beltraninha gostava mais do meu e eu dei pra ela! Não sei se ela entendia isso...

Cresci, ouvindo da boca de meus irmãos que eu era feia e burra. Será?

Não me considero tão feia como diziam e nem tão burra. Era loira, cabelos pela cintura, magra, de olhos verdes: quase uma modelo – hahaahahahahahahah!

Enfim, vim parar em São Paulo, capital, em 1971 com 13 anos. Estudei no Colégio Estadual Ministro Costa Manso. Cheguei, aqui, em junho, maior frio, terra da garoa, sem um único casaco. Esse foi meu terceiro surto.

Diagnosticada, só recentemente, como portadora do Distúrbio do Déficit de Atenção Hiperativo (DDAH), imagine, caro leitor, o trabalho que dei pros meus pais e professores. Minha mãe me levava ao pediatra e dizia: ela está sempre muito excitada! Com o tempo, aprendi a me controlar, mas nem tanto. Houve uma época em minha vida em que parei, entrei em depressão, com síndrome do pânico. Por três anos, ninguém me reconhecia. Ainda bem que já passou, ufa! Não desejo pro meu pior inimigo... (que, por sinal tenho muitos, pois questiono tudo). Só me concentro, quando escrevo. Sempre me pego pensando, pensando, pensando. Pra assistir a um filme, levanto umas dez vezes, sei lá pra fazer o quê! Já perdi a conta do número de vezes que deixei pessoas falando sozinhas, por perder o interesse na conversa delas. Já entendi, já sei, chega! eu penso e saio, nem percebo. Meu marido custou a entender, abro parênteses, ele é um santo, a paciência feita gente. Pobre homem! Mas ele me ama.

Voltando. Estudei no CEMCM até o 3º colegial. Fiz cursinho junto com o colégio pra recuperar o tempo perdido, pois tive de fazer um tal de 5º ano no colégio das freiras (bobas, elas não são, é mais um ano de pagamento). Raciocine comigo, só eu havia cursado esse 5º ano aqui em São Paulo. Ninguém me entendia. Entrei na 2ª série do ginásio que virou 6ª série, logo, fiz duas vezes a tal da 5ª série sem ter sido reprovada?! Consegue entender?

Queria cursar Farmácia e Bioquímica e bem no ano que era pra eu prestar vestibular, começou o tal exame da FUVEST. Inaugurei e não passei. Passei em engenharia química na FEI, conhece? Não queira. Fiquei em DP 5 vezes em termodinâmica, só termodinâmica. Quarto surto! Poderia ter cursado no Mackenzie, mas já havia gastado o dinheiro da matrícula na FEI. Por sorte, conheci meu marido lá. Foi a única coisa boa. Entrei em crise: Como? Eu, uma ótima aluna, estudiosa, distraída sim, mas muito estudiosa, poderia ir tão mal numa única matéria? É aí que entra o plano de Deus! Conheci a Jesus Cristo por causa da termodinâmica.

Um cara se aproximou de mim, eu odiava os feianos, que diziam que as mulheres feias faziam engenharia pra arrumar casamento. Não era o meu caso, modéstia à parte, mas não estava lá pra isso. Entretanto, o cara insistiu e quis conversar comigo a respeito da nota da prova. Eu descambei a falar, sem parar, coisas sem nexo, com muita raiva daquela faculdade. Contudo, ele, com toda a paciência do mundo, sua grande virtude, me perguntou, por que eu era tão revoltada. Quase soltando fumaça pelas ventanas, respondi: ninguém me entende!!! E ele – ninguém me entende, também, por que sou cristão. Cristão, eu perguntei. O que é isso? Jamais soube o que era ser cristão até aquela data, mesmo tendo estudado em colégio de freira, feito 1ª comunhão e ido à missa algumas vezes. Nunca havia visto uma Bíblia, quanto mais lido! E foi assim que, aquela ovelhinha negra, beeeemmmm negra, conheceu o Caminho.

Fumava como louca, bebia, me vestia como “bicho grilo”, havia tentado suicídio no ano anterior, nunca pensei em Deus, nunca O procurei, mas Ele veio até mim. Deus nos conhece muito bem! Era outubro de 1978.

Ganhei uma Bíblia e li os evangelhos em uma semana. O novo testamento em um mês. A Bíblia inteira em seis meses, com todas as dúvidas anotadas e, devidamente, respondidas por nada mais nada menos do que meu futuro marido. Melhor discipulador que já existiu na face da terra! E não pense, você, que namorávamos. Ele já possuía uma namorada e dizia-se, apaixonado por ela. Tirei meu time de campo o mais rápido que pude. Ele sumiu. Só foi reaparecer em novembro de 1979, lá na fazenda do meu tio em Igarapava. Conhece? Duvido. Achei estranho, não dei bola. Será?

Nessa época, estava pra prestar FUVEST, novamente, pois, como era de se esperar, saí da FEI, graças a Deus!

Queria biologia dessa vez, mas entrei em biomédicas em Ribeirão Preto.  Deus me enviou numa missão até lá, só entendi depois. A USP entrou em greve por um ano e eu voltei pra SP pra fazer cursinho de novo. Você já deve estar pensando – essa pessoa não termina o que começa. Não é verdade. Em maio de 1980, fazendo cursinho pela terceira vez, comecei a namorar meu marido – que terminou comigo no fim do ano. Pode? Na época do vestibular. Quinto surto.

Graças a Deus, só a ele mesmo! Entrei em Nutrição, 20 vagas, paramédicas 80 – passei em 11º lugar. Nem acreditei. Tirei dez na redação! Não estava com a menor cabeça pra prestar vestibular.

Eu já havia me tornado o falatório da família – iria me formar em cursinho e vestibular. Calei a boca da família! Meus irmãos não poderiam mais me chamar de burra. Só de feia.

Voltei a namorar o Ulisses e nos casamos em outubro de 1982. Passei a ser Sabará. Engravidei e tive de parar a faculdade dos meus sonhos no fim do 3º ano. Só faltava um! Mas preferi cuidar do Filipe e depois do Samuel e depois do André. Não conseguiria voltar. Agora, sim, leitor, você pode dizer – ela não termina o que começa. Porém, não é verdade.

Como sempre faço tudo diferente, não sendo nada convencional ou protocolar (se necessário vou à frente da igreja pra pedir perdão, até, pelo que não fiz), não coloquei meus filhos na escola. Eu os ensinei em casa, método “Home Schooling”. Foi pra isso todo o inglês!

Como foi muito desgastante dar aula pra três meninos em inglês, quando o mais velho estava com 12 anos, foram pra escola. Nessa escola também dei aula, mas não pude continuar por não ter graduação em Letras. Então, obviamente, encarei o desafio e fui estudar novamente. Entrei numa faculdade qualquer, mas que no fim foi maravilhosa, por causa do meu esforço e pelo valor dos professores. Estudei na Universidade São Marcos – USM (só trocar o P pelo M).

Assim, passei a dar aulas, enquanto estudava, a cuidar dos filhos (em todos os sentidos), tudo isso misturado com um ministério na igreja que participei por 30 anos como membro fundador. Adivinha se me expulsaram dela? (Possuía antecedentes e era reincidente). Lógico, não declaradamente, mas, sim, não me aguentaram lá. Ainda bem! Sou livre, hoje, para escrever o que penso. Sexto surto.

Não parando por aí. Terminei o curso de graduação, cursei uma pós em Análise do Discurso (Minha dissertação: A Construção da Identidade da Personagem no Discurso Poético). Em seguida, encarei o Mestrado em Comunicação e Letras (Minha dissertação: Poesia Concreta: A Reintegração do Poema na Vida Cotidiana pelo Discurso Publicitário), nota dez com louvor! Fiz mais uma dezena de cursos aqui e ali. Acho que, agora, vou cursar História, por incentivo dos filhos. Quem sabe abrir uma ONG... Deus é quem sabe.

Sempre gostei de Filosofia, de História e de Literatura. Estudo Filosofia, desde os 15 anos, por conta própria, História desde sempre e Literatura desde 1996 e a Bíblia desde 1978. Abomino Teologia (essa barata e consumista, cujos teólogos são mal resolvidos e se acham), Deus não se estuda, Deus tem de ser conhecido pessoal e individualmente. Terminei a Graduação em 2000, a Pós em 2001 e o Mestrado em 2004. Cursei Inglês desde sempre, com certificado em proficiência em 1998. Cursei espanhol, italiano e grego clássico, sendo que minha paixão é o grego. Amo a Grécia e os gregos, eu devo ter grego no sangue. Algum dos meus antepassados romanos devem ter se casado com um escravo grego, quem sabe um filósofo especulador - como diz o Ulisses - você tem uma mente investigativa, quer saber o por quê de tudo!

Portanto, caríssimo leitor, eu termino, sim, o que começo. Encaro os desafios e só daria conta de fazer tudo o que faço, e fiz, por possuir DDAH.

Deus é perfeito, bem humorado e criativo, lógico, Ele é Deus. Eu dou muito trabalho pra Ele, mas Ele se diverte muito comigo e eu com Ele. Somos amigos bem chegados! Aquele tipo de amizade que só de olhar a gente se entende. Cheia de ideias mirabolantes, só desisto de algo por contingência, quando Deus fala - Chega, Sidoakinha, você não percebeu, ainda, que não é por aí. Como sou teimosa, ainda bem que meu Pai me corrige!!!

Nada acontece por acaso. Convicta de quem eu sou, faço minhas críticas e colocações com muita ênfase, tanta, que isso assusta quem não me conhece muito bem e podem, até, pensar que não sou sensível. Como Analista do Discurso, questiono tudo, embora sempre tenha sido rebelde, como diz minha mãe. Meu pai já faleceu há algum tempo, não pode dizer mais nada. Meus filhos sempre dizem. Meu santo marido, releva: quanto amor!

Atualmente, possuo duas norinhas e mais uma pela fé. Finalmente tenho filhas! Só homem cansa...rsrs.

Esse é o resumo da minha história e da minha identidade. Impossível descrever 53 anos de vida numas poucas páginas, mas deu pra perceber que, por causa da minha personalidade, possuo muitos amigos e alguns inimigos.

É a vida! Sétimo e último surto, vou muito bem, obrigada. rsrs...

domingo, 1 de maio de 2011

VERDADEIRO EVANGELHO


Mateus 7: 13 Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’.
Se temos de aprender o que significa misericórdia, tenho um bom exemplo para dar.
Trata-se da minha vózinha. Ela não foi todos os domingos à igreja, não leu a bíblia durante 01 hora todos os dias, não levou os seus dízimos à ‘casa do Senhor’ todos os meses, não participou de todas as terças de oração, contudo, exerceu a misericórdia.
Saindo com o seu marido da cidade de Lins, foi para Capivari quando tinha 28 (vinte e oito anos), levando consigo 03 (três) filhos: Edevaldo, Rubens e Mislene. Foi com a cara e a coragem. Não sabia onde morariam e nem em que lugar trabalhariam.
Chegando à nova cidade, foi para a casa de seu cunhado onde ficaram até que o marido Tião conseguisse emprego e casa para morar.
Arrumaram um trabalho em fazenda, numa roça de tomate e lá foram morar em um galpão. Minha vózinha conta que quando chovia, a chuva atravessava a sua casa/galpão pelas brechas entre muro e telhado.
Lá ficaram alguns anos trabalhando arduamente. Mas a sua vida não se resumiu só a isso: trabalho pesado e criar os seus filhos.
Certo dia, ela soube de uma mãe que acabando de ter o seu filho, não o queria e procurava alguém que o quisesse. Apesar de ficar receosa, Tião pegou essa criança, a primeira de outras, e adotaram-no como se seu fosse. 
Mas neste mundo, o que mais existe, são pessoas que necessitam de amparo e ajuda e, então, tempos depois, tomaram conhecimento de FULANA que com “problema no pulmão” foi internada no hospital e quando teve alta, ao voltar para casa, deparou-se com o marido que tinha uma nova mulher.
A FULANA, que se sentiu abandona, arrumou um novo namorado de quem engravidou. Acontece que o mundo dá voltas, e o ex-marido da FULANA quis a reconciliação. Juntamente com o retorno surgiu um impasse: ele queria somente ela, e não o filho dela que era fruto de um breve namoro. Ela, pensando em si mesma e no sentimento que tinha pelo ex-marido, decidiu se “desfazer” do filho assim que ele nasceu.
Minha vózinha não teve como ouvir essa história sem se compadecer dessa criança, quando então ela adotou mais esse menininho e o criou como se seu fosse.
Continuando a sua vida, agora não eram apenas os 05 (cinco) que vieram de Lins, a família cresceu e já eram 07 (sete).
Acontece que, onde vivem 07 é possível acolher mais alguém. E foi o que aconteceu.
Minha vózinha soube que uma mãe que, não querendo a sua filha, deixou-a com uma senhora dizendo que certa mulher iria buscá-la para a adoção.
Esta mulher não apareceu, e a senhora passou a procurar alguém para ficar com esse bebê. Não apenas quem levasse a criança, mas também, que a ressarcisse pelos gastos que tinha tido até então com fraudas, leite etc.
Nessa época, o Tião trabalhava como auxiliar em uma padaria juntamente com o tio Deva, já a minha vó, cortava cana. Por causa da pouca renda, foi necessário fazer um empréstimo na quantia que a senhora havia solicitado para entregar a criança.
Ela conta que pagou por volta de 400 (quatrocentos) reais e que hoje, essa filha vale bem mais que um milhão de reais.
 Tempo depois, soube de uma criança cuja mãe falecera 15 (quinze) dias depois do seu nascimento e o pai, já não a queria mais por isso. Minha vózinha não teve dúvidas, e pegou essa criança também, que passou a ser sua filha desde o instante em que a segurou no colo.
A história, não para por aqui.
Minha vózinha tomou conhecimento de um caso no qual um pai havia morrido. A mãe ficou com 06 (seis) crianças sem ter condições de cuidar e estava doando seus filhos. Compadecendo-se delas, ficou com 02 (duas) das 06 (seis) crianças. Cuidou das duas como se suas fossem, dando-lhes amor, cuidado, educação e sustento.
Como o mundo está cheio de problemas, desamparo, fome, egoísmo etc. basta olhar ao nosso redor que nos deparamos com um número incontável de necessitados.
A minha vózinha encontrou mais um precisando de acolhida. Mais um menininho cuja mãe passando fome, não tendo como cuidar, começou a procurar quem o quisesse. Achou a minha vó.
Mas, em casa que cabe 12 pessoas, comporta 13, e a minha vózinha adotou mais uma menininha cuja mãe, muito necessitada querendo voltar para a Bahia, não quis levar a filha consigo. Fato este, inconcebível para a minha vózinha.
Essas são as crianças que a minha avó adotou como filhos, contudo, no decorrer de sua vida, recebeu pessoas em sua casa que não tinha para onde ir. Conheço a história da Fátima que a mãe tendo morrido, o pai se casou de novo e a madrasta não a queria em casa. Ela viveu alguns anos na casa de minha avó.
Ao perguntar para a minha vó se ela por 01 (um) segundo sequer se arrependeu do que fez, ela responde com firmeza que não.
Perguntei também se faltou alguma coisa a eles. Ela diz que arroz e feijão, graças a Deus, nunca faltaram. O que faltou foi pão, leite, mistura.
Um dia eu tive um sonho na casa da fazenda em que eu estava com um moço agricultor, cujas unhas estavam sujas de terra.
Hoje eu vivo com a minha vó que sempre está com as mãos sujas de terra. Como está velhinha e não pode adotar outras crianças, já que as limitações físicas a impedem, ela se apaixonou por cuidar das flores e plantas que cultiva na sua casa.
Quanto ao meu sonho com o agricultor, uma grande amiga do meu coração, disse que ele era Jesus e que as unhas sujas de terra representavam a simplicidade de Cristo.
Minha vózinha não é estudada, não é rica, não possui algo que esse mundo aprecie, porém, com a sua simplicidade, ela tem muito a ensinar as pessoas sobre o cristianismo.
Todas as vezes que a vejo entrando em casa com as unhas sujas de terra, eu me lembro do meu sonho, recordo–me de Jesus e de sua simplicidade, penso que tenho muito a aprender com a minha avó e do tanto que os valores de Cristo são contrários aos desse mundo.
Que lição para mim! Se ela tivesse olhado as circunstancias a sua volta, sua condição financeira ou outras coisas, ela não teria feito o que fez. Todavia, ela confiou que Deus não deixaria faltar nada a ela e aos seus 11 filhos. E Deus é fiel!
Uma particularidade de sua vida também vale a pena ser contada. Ela tem a sua casa própria. Esta foi adquirida com muito esforço. Tendo feita a inscrição para obter uma casa popular, houve reuniões as quais foi obrigatória a participação.
A minha vó saia da casa na fazenda, pegava a estrada de terra com canavial dos 02 (dois) lados e caminhava sob a luz da lua cerca de 15 km para comparecer às reuniões. Ela conta que quando sentia medo ou percebia a vinda de algum carro, ela entrava no meio do canavial e lá ficava até passar.
São muitas histórias que ela tem para contar.
Quando ela morava na fazenda, tinha uma televisão em sua casa aonde todos os moradores da fazenda iam ao fim do dia para assistir à novela “irmãos coragem”.
Sempre gostou de receber em sua casa, olhou para o próximo com compaixão, exerceu o cristianismo repartindo o que possuía.
A sua contribuição está dada. Não apenas eu penso isso, como também todos os seus filhos, sejam os adotivos ou os naturais. Para ela são todos iguais. Receberam o mesmo amor.

 CRISTINA GARCIA



                                                      VÓZINHA

MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM



Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne mortal o seu braço e que aparta o seu coração do Senhor. Jeremias 17:5

             Não devo acusar ninguém, pois eles já possuem quem os acuse.

             Não serei eu a “diaballo” nem a “kakodaimon”, ou seja, acusadora, caluniadora ou enganadora nem a maliciosa.

Porém, há certas coisas que merecem ser denunciadas ou questionadas.

Não acredito em hierarquia eclesiástica. Todos fomos feitos reis e sacerdotes e todos somos cooperadores com Cristo. O modelo institucional atual é o mesmo da Idade Média, cujos líderes abusavam do poder até para queimar seus hereges na fogueira. 

Questiono esse tal de óleo de unção, que é amuleto para muitos, cada um de uma cor e com determinada finalidade, cuja autoridade tem de ser passada por alguém superior. Denuncio essa reza pagã do revestimento da armadura de Deus, encenando  vestir peça por peça. Desconfio deste tal de ministério de cura e libertação, que nada mais é do descobrir os pecados das ovelhas e fazer do ministro o espião dos irmãos. É o confessionário da igreja católica, vestido com outra roupagem. É a psicologia da regressão nas mãos de pessoas sem formação acadêmica ou cultural.
Acredito no poder da oração, mas na unção com óleo que seja de maneira muito equilibrada.

Denuncio estes homens que se colocam debaixo de uma redoma “espiritual”, cuja desculpa seja o chamado para obra de tempo integral, que abusam do direito de mandar nos voluntários que trabalham secularmente a semana inteira, para serem explorados nos departamentos da “igreja” seja a hora em que for a seu bel prazer. Eles não fazem o trabalho deles, mas criticam os que fazem. 

Denuncio estes homens assalariados, que abusam do povo, exigindo dízimos e ofertas dos pobres de espírito, transformando-os em massa irracional em suas campanhas de cura e libertação, tais como “shows” da fé com entrevistas. Denuncio esses tais que vendem algemas de papel e martelinhos de plástico e tudo o mais para serem usados como amuletos, substituindo o poder do Deus invisível.

Não acredito nestes homens ou mulheres que se vendem por dinheiro em nome de Deus. Eles gastam o tempo que era para ser usado para pregar o evangelho, mas o usam para extorquir “profeticamente” o dinheiro de gente crédula que está em busca de esperança.

Denuncio este povo que corre atrás de sinais e maravilhas, enganando-se a si mesmos. Multidões que seguem os “homens santos” por causa do pão.

Denuncio a hierarquia empresarial eclesiástica cujo percurso vai de ovelha à patriarca, passando pelos títulos de ministros, pastores, profetas, adoradores, conselheiros e presidentes, sem contar com os vendedores e gerentes. A “elite santa” viaja, possui celulares corporativos, laptops e assim por diante, afinal de contas são donos do rebanho e dos templos.

Denuncio o rito que começa com o louvor, vindo, depois, a palavra, o apelo, os dízimos, os avisos e o último cântico, tudo isso com direito ao estrelismo dos cantores com muita reverência.

Denuncio essa “elite santa” que se senta atrás da mesa nas salas pastorais, cujas secretárias marcam a hora do atendimento em suas agendas empresariais, como se fossem diretores da igreja. Denuncio essas secretárias bajuladoras que escolhem quem pode ou não ser atendido pelo chefe. Denuncio essas secretárias que se deixam enganar pelos chefes, usando o dinheiro das ovelhas para agendar viagem de férias e passeios pela Europa e EUA com a desculpa de trabalho missionário.

Denuncio as campanhas fraudulentas, convenientes para alguns, de oração e jejum cuja finalidade seja fechar o calendário ou mostrar serviço, apresentando o relatório de seus feitos.

Desconfio destes senhores e senhoras que não sabem o que é ética, que copiam livros ou CDs e que usam o discurso de outrem sem acrescentar a referência.

           Não confio em vocês, homens e mulheres que correm atrás de títulos eclesiásticos para, em seguida, desprezar os pequeninos quando andam com seguranças, não deixando ninguém os tocar.

Denuncio vocês homens e mulheres que se reúnem em suas conferências particulares, tornando-se “elite santa” e intocável, julgando quem é e, quem não é, de Cristo. Panelas evangélicas com nome de ministérios.

Não aceito essa tal infalibilidade papal, estendida aos evangélicos, que escandaliza os pequeninos, mas que não possui a coragem e, muito menos, a humildade para reconhecer o erro e pedir perdão, devendo pagar todos os preços para sanar o erro, deixar as 99 (seus ministérios e seus seguidores) para ir buscar a perdida.

Não acredito nem em reforma nem em desconstrução, desconfio que só haja um jeito: demolição. Por abaixo e construir outro, jamais reconstruir, usando as mesmas pedras, porém construir, usando o único fundamento que é Cristo.

Não acredito nesses que constroem templos faraônicos para justificar a arrecadação dos fiéis. Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, quiçá corruptas!

Não acredito em vocês líderes midiáticos, que brigam entre si, buscando fama e querendo ser donos da verdade. Não acredito nesse modismo deísta ou teísta cujas discussões não levam ninguém a Cristo. Esses são teólogos da pós-modernidade, que relativizam tudo, incrédulos que disseminam a incredulidade por meio dos livros, da internet e da televisão. Vocês que não se deixam mais admoestar, que julgam toda a cristandade como se fossem a medida de todas as coisas, colocando-se acima do bem e do mal.

Oro para que Deus tenha misericórdia desses e de tudo o que descrevi acima, para que haja arrependimento, antes que seja tarde, pois o Dia do Senhor vem como o ladrão da noite. Que todos esses, que estão “dormindo na luz”, acordem desse sono maligno o mais breve possível para que não ouçam do Senhor: nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Que o Senhor me guarde deles ou de me tornar um deles.

Acredito num remanescente que tem colocado sua confiança em Cristo, pois tenho encontrado muitos que possuem essas mesmas questões, que não se macularam com essas mulheres (igrejas ou doutrinas), mas que são primícias para Deus e para o Cordeiro.

Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.  A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição; e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Apocalipse – o livro da Revelação- 17:4 a 6. Porque todas as nações têm bebido do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela. 18:3 a 5.

 Uns confiam em carros (na ciência) e outros em cavalos (nos homens), mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus. Salmo 20:7

           Ao único Deus, e só a Ele, seja toda a glória e toda a honra e todo o louvor!

A IDENTIDADE DE JESUS CRISTO

Obviamente, nem todas as páginas de todos os blogs do mundo poderiam comportar Sua Identidade, entretanto, aqui vai um breve resumo:

Árvore da Vida.

Filho de Deus.

Gerado pelo Espírito Santo.

Nascido de Mulher – concebido e gerado pelo Espírito Santo.

Batizado por João Batista.

Mestre – ensinava a respeito do Reino, confrontava os conceitos errados.

Pastor – cuidava e cuida do rtebanho do Pai.

Evangelista – pregava sobre o Reino, trazendo esperança.

Profeta – falava sobre o Reino que haveria de vir.

Apóstolo – enviado por Deus e ia de vila em vila implantando o Reino.

Unigênito do Pai – o único concebido pelo Espírito Santo – meiose (divisão celular do óvulo) pelo poder de Deus.

Deus conosco.

Maravilhoso Conselheiro.

Deus Forte.

Pai da Eternidade.

Príncipe da Paz – o princípio de toda a Paz.

Verbo de Deus.

Verbo encarnado – logos, palavra, ação.

Criador.

Luz dos homens.

Jeová – Eu sou O que sou; Eu Sou.

Cumpridor da Lei que ele mesmo deu.

Tabernáculo – o templo de Deus encarnado.

Cordeiro de Deus.

Leão da Tribo de Judá.

Pão da Vida – maná.

Raiz de Davi – descendente carnal do Rei dos judeus.

Fôlego de vida – soprou o Espírito Santo sobre nós – somos seres racionais.

Primogênito dentre os mortos.

Ressurreto pelo próprio poder – Ressurreição e Vida.

Videira verdadeira.

Caminho.

Verdade.

Vida.

Intercessor.

Advogado – mediador entre Deus e os homens.

Noivo da Igreja – o prometido que virá nas nuvens com poder e grande glória.

Herdeiro de toda a glória do Pai.

Rei e

Sacerdote, mas, principalmente,


AMIGO VERDADEIRO, ama conversar conosco na viração do dia, diariamente!