Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Metade bobeira, metade seriedade

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem de ter brilho
questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de
aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos,
para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a
normalidade é uma ilusão imbecil e estéril".
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Coisa rara


Canção do Amigo

Ludmila Ferber








Se precisar de um amigo,
Olha pra dentro de mim
Podes errar e magoar,
Mas estou aqui
Pra te ajudar
Sou teu amigo até o fim
O verdadeiro amigo
Sabe o valor do perdão
Porque amar e perdoar
São da mesma
Essência e raiz
Vêm das fontes
Eternas de Deus
Amigo se faz
Em tempos de paz,
Mas na angústia
É que se prova o seu amor
Amigo se é na glória e na dor
Quem é amigo, suporta e crê
Quem é amigo é fiel até o fim

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Irmandade

Irmandade: como disse Jesus, a questão continua a mesma - a do cisco e a da trave.
Quando existe amor e misericórdia, nossa trave não permite que enxerguemos o cisco no olho do irmão. E, é assim que conquistamos a humildade. Recebemos o colírio da graça.
Quando não existe amor e muito menos misericórdia, o cisco nem é sentido (conjuntivite crônica) e a trave no irmão é maior e mais pesada que a cruz de Cristo. E, é assim que adquirimos a falsa posição de superioridade. Existe a urgência do colírio.
A consciência de que somos tão impuros, melhor dizendo, imundos, quanto os que julgamos, só se adquire com a compra do colírio, ou seja, reconhecermos, se é que conseguimos, o que significa a morte e a ressurreição do Médico.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lixo reciclável

Nesta era do lixo reciclável, somos descartáveis.
Se pudermos ser reutilizáveis, sorte nossa.
Se não, seremos incinerados.
Quem sabe o pó, sirva para alguma coisa...duvido.
Nunca pelos homens.