Os princípios verdadeiros podem ser bem diferentes dos nossos ...

Os princípios verdadeiros pelos quais devemos viver podem ser bem divergentes dos que cremos, podendo ser sofismas inventados pelos homens: sombras da verdade ou fragmentos dela.
A identidade do homem é construída por meio de certos contextos sociais, culturais e históricos, porém o Eterno está no contexto da humanidade absolutamente. Quando atinamos com isso, passamos da morte para a vida.
Nesta página poderemos refletir e argumentar, para descobrirmos se estamos vivendo a VERDADE, essa que é absoluta e que não depende de quaisquer pontos de vista.







"Não deixe portas entreabertas. Escancare-as ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas passam apenas semiventos, meias verdades e muita insensatez."
Cecília Meireles

Vivemos eternamente adquirindo convicções novas e num eterno trabalho de reeducação de nós mesmos.
Mário de Andrade

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nunca se Escreve para Si Mesmo

Nunca se Escreve para Si Mesmo  

O escritor não prevê nem conjectura: projecta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.

Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projectos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjectividade; o objecto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exactamente uma coisa. Vai até aos limites do subjectivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjectivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo.Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus, uma vez que a decidiu antes de ter começado o livro. E se a obra adquire um dia para o autor o aspecto de objectividade, é porque os anos passaram, porque a esqueceu, porque já não entra nela, e seria, sem dúvida, incapaz de a escrever. Aconteceu isto com Rousseau ao reler o Contrato Social no fim da vida.

Não é portanto verdade que se escreva para si mesmo: seria o pior fracasso; ao projectar as emoções no papel, a custo se conseguiria dar-lhes um prolongamento langoroso. O acto criador é apenas um momento incompleto e abstracto da produção duma obra; se o autor existisse sozinho, poderia escrever tanto quanto quisesse; nem a obra nem o objecto veriam o dia, e seria preciso que pousasse a caneta ou que desesperasse.
Mas a operação de escrever implica a de ler como seu correlativo dialético, e estes dois actos conexos precisam de dois agentes distintos. É o esforço conjugado do autor e do leitor que fará surgir o objecto concreto e imaginário que é a obra do espírito. Só há arte para os outros e pelos outros.

Jean-Paul Sartre, in 'Situações II'

sexta-feira, 21 de março de 2014

Egoísmo humano

Como o ser humano é ingrato e soberbo...
Não consegue retribuir o bem. Não tem memória.
Talvez seja inveja ou raiva dos que os ajudaram.
Como poderão entender a graça, se não são gratos pelo que os seus iguais lhes fizeram?
Não sabem repartir. Gostam de títulos, entretanto não consideram os outros como superiores a si mesmos. Se recebem, é obrigação dos que ajudam. Se não recebem, os outros é que são egoístas...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Muito além da compreensão

Vai além, muito além da compreensão, líderes disciplinando seus iguais.
Bem, então ele não considera igual. Claro que não, ele se considera melhor, maior, ou seja: um santo!
Separado para ser diferente, separado para ser servido.
Tudo aquilo que Jesus pregou: ser servido!
Leram a Bíblia de ponta cabeça ou de trás pra frente. De trás pra frente, com certeza.
Pessoas oportunistas que acham que podem fazer o que querem.
Pessoas que destroem a fé dos pequeninos.
O problema é a impunidade...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Os donos de si

Estou sentindo falta de escrever, mas como diz Adélia Prado "às vezes, Deus me tira a poesia, enxergo pedras como pedras mesmo".
Acho que estou sem tempo para me inspirar, ajudar crianças deficientes a aprender a ler e escrever é melhor. Faz-me muito bem!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Mundo utópico

Os falsos conceitos são tão bonitos que nos enganam, a fim nos afastar da Verdade que é uma só. Não se relativiza a realidade e nem a convivência. A verdade liberta, porém a mentira aprisiona. E eu tenho certeza absoluta de que não vivo num mundo utópico de paz e de amor e muito menos prego isso. Estou bem convicta de que essa filosofia pós-moderna individualista e misturada, "ecumênica" no sentido lato, é enganosa e está diametralmente oposta aos padrões de Deus.